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MOBILIZANDO TODA A SOCIEDADE DENTRO DE UMA PERSPECTIVA REVOLUCIONÁRIA No panorama da resistência internacional contra o capitalismo destaca-se a a AGP (Ação Global dos Povos) delineada em 1998 a partir de um grande encontro que teve lugar na Índia (um dos países mais pobres da terra) onde, entre outras entidades, participou também o MST (que inexplicavelmente continua evitando de se pronunciar sobre o assunto); e a MJG (Mobilização por Justiça Global) lançada principalmente pelos anarquistas norte-americanos. Estas duas monumentais coligações, por seu caráter revolucionário, crescem internacionalmente sob o lema "contra o capital transnacional, uma resistência transnacional". Até mesmo a imprensa burguesa, como sempre disvirtuando e cumprindo seu papel de desinformação não pode mais esconder este fenômeno que se alastra a olhos vistos tanto em organização como em mobilização nos Estados Unidos, Canadá como também nos Países europeus e alguns países do terceiro mundo. Como um vagalhão, prepare-se agora para impedir a realização dos encontros da cúpula financeira em Praga, Checoslovaquia no mes de setembro. Enquanto isso, por aqui no Brasil, aqueles que se autodenominam "representantes" das classes menos favorecidas observam tudo e... se calam. Na Espanha, o resultado das urnas acabam de revelar um dos mais altos índices de abstenção de sua história. Em Londres, o candidato mais cotado para ser o Prefeito [até onde vai sua demagogia não sabemos] coloca-se a favor das manifestações anti-capitalistas da AGP argumentando que o FMI/BM mata a cada ano mais gente que Adolf Hitler. Contudo, por aqui, a sede pelo poder cega os olhos e embota mentes das pessoas que reivindicam para si próprias o título de "representantes" das classes menos favorecidas, e permanecem alheias e distantes dessas discussões e ações, seguindo os conselhos das suas respectivas empresas publicitarias. Conforme informes vinculados nas listas e agências informativas alternativas, em 23 de setembro na República Checa apenas para as reuniões F MI/BM são esperados mais de 20.000 delegados entre banqueiros, empresários, governantes, enfim, toda a sorte de canibais que promovem a morte do homem e do planeta. Enquanto isso, os "representantes" dos oprimidos do Brasil evitam de se pronunciar como se nada estivesse acontecendo. Porque? Não dá voto? Ou será que é porque as mobilizações do AGP e da MJG são cunhadas no "grassrouts" (nasce e cresce no seio do povo) e não dá para dominar, centralizar e controlar como fizeram com CUT, CGT, Força Sindical, MST e todos os partidos? Se não, que tenham a vergonha na cara de negar! Dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo, de todas as cores e idades estão participando ativamente dos enfrentamentos, sendo reprimidas com balas de borracha, gás lacrimogêneo, prisões em massa, na luta pelo fim desse sistema maldito. Apesar do fim desse sistema interessar, mais que nenhum outro país, aos países pobres, vemos estupefactos a total indiferença dos nossos organismos sindicais. Até mesmo os setores mais progressivos da igreja tanto católica como protestante relutam [pela pressão popular, estão começando a ceder no 1o. mundo] em aderir à luta pelo fim do capitalismo. Porque? Cadê a opção pelos pobres? Ou será que ela só é válida se envolver o jogo pelo poder? Será que uma verdadeira opção pelos pobres não passa pelo fim do sistema capitalista e junto com ele todo foco de poder seja ele religioso, econômico ou social? Será que é por isso que a igreja enquanto intituição nunca defendeu a luta de classes? Porque essa igreja, através dos séculos, vem se alimentando da miséria humana para encher as tripas de seus líderes? Porque essa igreja continua a enganar os pobres com a promessa de um céu [de mentira] enquanto ajudam os magnatas a entulharem seus cofres [de verdade] pelo roubo da riqueza gerada pelas classes trabalhadoras? E quanto aos sindicatos? Você ficou surpreso ao saber que Vicentinho foi flagrado por uma empregada doméstica de Campinas, dentro de um metrô em Seattle, na contramão da classe trabalhadora? O que ele estaria fazendo dentro da mesma panela que compõe a nata do sistema capitalista? Porque ele estava fazendo parte na leva dos desapontados que voltavam para casa pelo cancelamento das reuniões do FMI/BM? Mas não foi o povo que impediu as reuniões? Porque o "Vicentinho", dito primeiro nome da CUT, o "defensor" dos desempregados e dos trabalhadores que pela lógica deveria estar engrossando os piquetes populares contra as negociatas dos banqueiros e governantes, não estava no meio do povo? Porque estava do outro lado, entre os poderosos? Fazendo o que? Negociando? Negociando o que? E a troco de que? Que nos responda se ainda tem um pouco de vergonha na cara! Bem avesso a esse procedimento de uma baixesa de caráter sem precedentes em nossa história, os trabalhadores, estudantes, que participaram das grandes mobilizações no ABC no começo da década de 80, em busca do fim do regime militar, de justiça e dignidade, foram impulsionadas principalmente pelos progressistas cristãos no Brasil. O ressurgir das lutas das classes trabalhadoras até então sufocadas pelos generais fascistas desde 1964, foram massivas enquanto as propostas de mobilização nasciam e cresciam no seio dos trabalhadores que naquele momento eram unânimes em se opor ao centralismo nos sindicatos, meros fantoches nas mãos dos empresarios e do governo. Vinte anos depois vemos com tristeza que justamente as pessoas em quem os trabalhadores mais confiaram, durante todo esse tempo não tem feito outra coisa durante esses 20 anos a não ser procurar acumular mais poder, mandar seus filhos para estudarem em países ricos e viver suas vidas nababescas juntamente com seus companheiros de classe dominante no parlamento e sindicatos. Tão distantes como contra os trabalhadores que, a exemplo dos fascistas, dizem defender. A igreja, a exemplo daquela igreja hipócrita que Jesus condenou com tanta veemencia, continua ajoelhada aos pés dos capitalistas, papas e líderes religiosos num eterno conluio com os poderosos. A esses sindicalistas centralistas, a essa igreja farisáica, aos seus amos capitalistas, e ao Estado, que com sua violência e barbárie dá proteção a todos eles, não interessa o fim do capitalismo. Essa corja se nutre dele e nele se sustentam e se empanturram. Não querem o fim do capitalismo porque é nele que continuarão a manter seus privilégios. Não querem o fim do capitalismo porque é dentro dele, como porcos dentro de um chiqueiro, que se enlameiam, se cheiram e se reconhecem mutuamente (igreja, sindicato, estado, grandes corporações transnacionais, banqueiros). Esse é o panorama nacional. E é diante deste contexto que devemos todos nós darmos início a uma profunda reflexão. Nós, que estamos descontentes com a atual situação e que não acreditamos mais em reformas do sistema capitalista nem tampouco em eleições pelo poder (instrumento de negociação e perpetuação do sistema capitalista). Não devemos mais nos deixar enganar. Devemos imediatamente, como fazem nossos companheiros de classe dos outros países, arregaçar as mangas, e botar p'ra funcionar nossos grupos de afinidade (ecologistas, escolas, universidades, igrejas, grupos culturais, colegas de trabalho, punks, sem teto, sem terra, desempregados, vizinhos, associações, coletivos, trabalhadores em geral) e começarmos a construir nós mesmos o mundo que queremos pra nós e para nossos filhos. Uma pessoa, um grupo, um povo, uma nação, um mundo, uma meta: o fim do capitalismo. Hoje, em todo o globo, está se delineando duas grandes vertentes, a vertente reformista que pretende conservar o capitalismo que passou de uma crise sistêmica para uma crise estrutural, em outras palavras: a casa está para cair! Como não poderia ser diferente, quem o defende [o sistema capitalista] são seus beneficiários diretos ou indiretos, o donos do sistema financeiro que é o centro e todos seus satélites, governantes (mantem o povo inativo debaixo do fuzil), latifundiários (com um poder comparável aos faraós), grandes corporações internacionais (quem realmente governa os governos), os que dominam o monopólio da midia eletrônica (porta voz do sistema capitalista) e todos aqueles que se se fingem de povo (igreja e sindicatos reformistas) mas que não passam de "páus mandados" que interpõem entre eles [os poderosos] e o povo [descontentes]para evitar o atrito e apagar qualquer chama de ímpeto revolucionário. Enfim, hoje, só não se opõe ao sistema capitalista e a todas suas vertentes, capitalismo estatal ou privado, quem não está entre os descontentes, ou seja uma ínfima minoria de privilegiados. Com o passar dos dias, as diferenças essas duas grandes vertentes, reformista e revolucionária, fica cada vez mais bem definida, e a cada momento mais e mais nos surpreendemos em reconhecer quem é quem pois as máscaras sempre caem e elas estão caindo aos borbotões. Quando o MST se recusa a aderir na prática [aderiu na teoria] às mobilizações da AGP. Quando poderosos sindicatos se recusam a ceder um miserável aparelho de som dentro dessa proposta revolucionária (ato da AGP em Santos) e ao invés disso coloca toda sua infraestrutura e logística a disposição de candidatos e de seus lacaios reformistas tendo em vistas as próximas eleições é porque os tempos estão mudando. Antigos aliados, pelas suas posições tornam-se adversários e adversários pelos seus atos tornam-se inimigos. PELO FIM DO CAPITALISMO! PREPARAR AS AÇÕES, AQUI NO BRASIL, DO S26 (26 DE SETEMBRO) EM SOLIDARIEDADE ÀS MANIFESTAÇÕES EM PRAGA! |